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Penitenciária Feminina de Cuiabá inaugura fábrica de costura

Projeto recebe 6,8 milhões de reais em investimento e cria 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas

27/04/2026 às 14:27
Por: Redação

A Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, localizada em Cuiabá, inaugurou uma fábrica e oficina-escola de costura, um projeto que recebeu investimentos de 6,8 milhões de reais em obras físicas. A iniciativa, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) e a Fundação Nova Chance, oferece 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas, com uma jornada diária de oito horas.

 

Equipada com 91 máquinas de costura e infraestrutura completa para produção, a unidade visa transformar vidas dentro do sistema prisional. O projeto vai além da capacitação técnica, buscando promover a autonomia e a reconstrução de trajetórias para as mulheres em cumprimento de pena.

 

Ressocialização e políticas públicas

A inauguração do espaço ocorreu em 23 de abril, com a presença da diretora da unidade, Keily Marques, que enfatizou o alcance do projeto em termos de políticas públicas e transformação social. Ela ressaltou que o investimento em mulheres é um fator de impacto positivo na sociedade, gerando resultados significativos.


“Esse investimento não aconteceu porque costura é uma coisa de mulheres, ele aconteceu porque todo investimento que é feito em mulheres é investimento que dá resultado, que impacta a sociedade”, afirmou Keily Marques.


A qualificação inicial foi conduzida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), capacitando 20 internas para atuarem como multiplicadoras dentro da penitenciária. A produção da oficina será destinada à confecção de uniformes escolares para a rede estadual, integrando ações governamentais e gerando economia.

 

Impacto e perspectivas futuras

Keily Marques também destacou o esforço coletivo para a concretização do projeto, mencionando que cerca de 90% do quadro funcional da unidade é composto por mulheres. A iniciativa reforça a ideia de que a ressocialização é construída com oportunidades reais e políticas públicas eficientes.


A diretora enfatizou que a unidade “além de acolher mulheres em cumprimento de pena, também acolhe histórias e possibilidades de recomeços. Hoje celebramos esperança, oportunidade e transformação. Trata-se de transformação humana e isso só é possível por meio de trabalho e estudo.”


Com a expectativa de atender inicialmente mais de 50% da população carcerária, o projeto demonstra que o investimento em mulheres em situação de vulnerabilidade é uma estratégia que beneficia não apenas as internas, mas toda a sociedade, ultrapassando os muros do sistema prisional.

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