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Gilmar Mendes: Fraudes do Banco Master abalam credibilidade nacional

Ministro do STF destaca indignação popular e cita menções a colegas em apuração da Polícia Federal.

04/05/2026 às 20:07
Por: Redação

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou nesta segunda-feira (4) profunda preocupação com o escândalo de fraudes envolvendo o Banco Master, afirmando que o caso provoca "perplexidade e indignação" na sociedade brasileira.

 

A declaração foi feita durante a abertura de uma audiência pública focada na eficácia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão encarregado da fiscalização do mercado de capitais do país.

 

Conforme a avaliação do ministro, os desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master estão minando a reputação das instituições brasileiras.

 

A magnitude do recente escândalo do Banco Master, cujos detalhes vão sendo revelados, vem gerando justas perplexidades e indignação na população e corroendo a reputação de nossas instituições.

 

O magistrado enfatizou que a crise de credibilidade não se restringe apenas ao Supremo, mas atinge o país de forma mais ampla, descrevendo o cenário de descrédito institucional como generalizado.

 

Pretender resolver a crise de confiança, mirando apenas o Supremo Tribunal Federal, é no mínimo ingenuidade, mas provavelmente miopia deliberada e intenções obscuras.

 

Investigações e Ministros do Supremo

 

As apurações da Polícia Federal (PF) no caso do Banco Master revelaram menções aos nomes de dois ministros do Supremo Tribunal Federal.

 

Em fevereiro, o ministro Dias Toffoli se afastou da relatoria do inquérito que apura as fraudes no Banco Master. Essa decisão ocorreu depois que a Polícia Federal informou ao STF a existência de menções ao seu nome em mensagens encontradas no aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, lançada no ano anterior.

 

Toffoli figura como um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná, um empreendimento que foi adquirido por um fundo de investimentos com conexões ao Banco Master e que é objeto de investigação pela Polícia Federal.

 

No mês subsequente, o ministro Alexandre de Moraes negou publicamente ter mantido qualquer comunicação com Vorcaro em 17 de novembro do ano passado, data em que o empresário foi detido pela primeira vez.

 

A alegada troca de mensagens foi noticiada pelo jornal O Globo, que obteve acesso às capturas de tela das conversas recuperadas pela Polícia Federal no celular do banqueiro, apreendido durante a operação.

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