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Irã reestabelece controle de Ormuz com supervisão militar intensificada

Medida ocorre após Teerã acusar os Estados Unidos de violarem acordos de passagem e praticarem 'pirataria marítima' na região estratégica.

19/04/2026 às 10:40
Por: Redação

As Forças Armadas da República Islâmica do Irã informaram neste sábado (18) que o controle do estratégico Estreito de Ormuz foi restabelecido integralmente, com um regime de supervisão intensificado. A decisão, comunicada pela agência oficial Irna, ocorre após acusações de que os Estados Unidos teriam violado acordos prévios de passagem.

 

O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, enfatizou que a importante via marítima encontra-se agora sob a gestão e fiscalização rigorosa das Forças Armadas iranianas.

 

Anteriormente, em um gesto de boa-fé e em conformidade com negociações passadas, o Irã havia autorizado a circulação controlada de uma quantidade limitada de navios petroleiros e embarcações comerciais pela passagem marítima.

 

Contudo, Zolfaghari alegou que os Estados Unidos têm “violado repetidamente os compromissos” estabelecidos e perpetrado “pirataria e roubo marítimo” sob o pretexto de um “bloqueio”.

 

“Portanto, o controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior”, reforçou.


 

Advertências Prévia de Teerã

 

A Agência Tasnim, vinculada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), já havia alertado que a continuidade do bloqueio naval norte-americano resultaria no novo fechamento do estreito, o que comprometeria a distribuição de 20% da produção global de petróleo.

 

A presença constante de navios estadunidenses na região é interpretada pelos iranianos como uma transgressão ao acordo de cessar-fogo. As embarcações dos EUA estão posicionadas no Oceano Índico a uma distância que lhes permite interceptar possíveis ataques iranianos.

 

O Contexto do Cessar-Fogo

 

Na quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado um acordo de cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel. Essa trégua era uma das condições estabelecidas pelo Irã para prosseguir com as negociações.

 

Em um comunicado emitido na sexta-feira (17), a Força Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou a implementação de uma “nova ordem” para o estreito, fazendo uma clara alusão ao cessar-fogo vigente.

 

No mesmo dia (17), Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, assegurou que a navegação pelo Estreito de Ormuz estaria plenamente liberada durante o período restante da trégua.

 

“Em conformidade com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”, declarou.


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